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O PENTAGRAMA ESOTÉRICO - PARTE II

terça-feira, 14 de outubro de 2008

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O Pentagrama Esotérico




- Parte II -






O Pentagrama Esotérico é um símbolo e instrumento de meditação e trabalho interior.

Contudo, para que possa ser considerado um Pentagrama Esotérico é necessário que a estrela de 5 pontas se encontre devidamente paramentada com os símbolos sagrados.

No Pentagrama Esotérico, também conhecido por Pentalfa Gnóstica ou Estrela Flamígera, encontra-se resumida toda a Ciência da Gnose (conhecimento superior, interno, espiritual ou mesmo iniciático).O Pentagrama por si só expressa o domínio do Espírito sobre os Elementos da Natureza pelo que ao signo do Pentagrama chama-se igualmente Signo do Microcosmo, representando o que os rabinos cabalistas do Livro do Zohar (complemento místico do Torah, os cinco livros de Moisés) denominavam de Microprosopio.






- Espírito sobre a Matéria -




Tal como foi visto anteriormente, a história do pentagrama remete para a antiguidade pelo que já era usado pelos egípcios, tendo sido posteriormente altamente considerado pelos druidas sob a forma de uma estrela regular de cinco pontas chamada “pé dos druidas”.









- Réplica de Pentagrama Druida -




Para Pitágoras, o Pentagrama era o símbolo do himeneu celeste: a fusão da alma com o Espírito. Ele dava ao número 5 o nome de “número do homem no microcosmo”.






- Pitágoras -




Entre os primeiros cristãos, o pentagrama representava Cristo, outra designação do Alfa e Ômega, do começo e do fim.



- Alfa e Omega -




Os alquimistas medievais recorriam à estrela de 5 pontas como sinal da Quinta Essência, o quinto elemento, o éter-fogo ou, ainda, o Espírito Santo. É o sinal do Verbum Dimissum (a Palavra Perdida).





- Quinta Essência -


Giordano Bruno (Filósofo, Padre, Cosmologista e Ocultista Italiano do séc.16) considerava o número 5 como o número da Alma por ser de igual e desigual, de par e ímpar.






- Giordano Bruno -




O Pentagrama foi ainda associado ao grau de Mestre Eleito da Maçonaria, no rito Escocês.


Por fim, no Pentagrama Esotérico estão inscritas as proporções exactas do Athanor (fornalha permanentemente incandescente usada na Alquimia que tinha o condão de manter uma temperatura constante), essencial à realização da Grande Obra.






- Athanor -




O símbolo do Pentagrama Esotérico, tal como utilizado pelos estudantes gnósticos nas suas práticas de Magia Cerimonial, é bem conhecido em toda a tradição ocultista, especialmente por causa do famoso livro de Eliphas Levi, “Dogma e Ritual de Alta Magia”.










- Eliphas Levi -




Contudo sabe-se que não foi o Mestre Levi quem criou, ou "inventou", este símbolo mágico. Durante muitos anos o Pentagrama Esotérico foi conhecido como o "Pentagrama de Goethe", pois este o mencionou em sua obra, “Fausto”.










- Capa da Obra 'Fausto' -



Este símbolo chegou aos dias de hoje graças aos 3 principais discípulos do Abade Trithemo, o verdadeiro criador do Pentagrama Esotérico. Esses discípulos foram: Paracelso, Cornélio Agrippa e o lendário Doutor Fausto de Praga.

Contudo, o Pentagrama Esotérico deve a sua fama mundial à publicação do “Dogma e Ritual de Alta Magia” de Levi.

Posteriormente, Samael Aun Weor chegou a realizar 3 correcções neste símbolo: Ele agregou a estrela de 6 pontas, o hexagrama (pois o hexagrama é um dos símbolos do Deus Parvati, o Regente do Elemento Ar, assim como o Cálice representa a Água, o Cajado a Terra e a Espada o Fogo); alterou a palavra hebraica "Eva" e a substituiu por "Jeová"; e finalmente endireitou o cálice, que originalmente estava inclinado (como podemos notar no livro de E. Levi), colocando-o numa posição que considerou ser mais correcta, de pé. Dizia o Mestre Samael que o Pentagrama ficaria assim completo em suas representações cosmogónicas e elementais.






- Pentagrama de Eliphas Levi -







- Pentagrama de Samael Aun Weor -


O Pentagrama Gnóstico é a figura humana com quatro membros e uma ponta superior única, que é a cabeça, sendo o Signo da Omnipotência Mágica.






- O Pentagrama e o Homem -





O melhor “eléctrum” é uma estrela flamígera com os sete metais que correspondem aos sete planetas. Estes metais são:









METAL ----------> PLANETA
Prata----------------- Lua
Mercúrio -------------Mercúrio
Cobre----------------- Vénus
Ouro -----------------Sol
Ferro------------------ Marte
Estanho----------------- Júpiter
Chumbo -----------------Saturno




No Pentagrama Esotérico encontramos símbolos sagrados, astrológicos, astronómicos, cabalísticos e numerológicos de alta transcendência, os quais representam as diversas forças e poderes que o Mago deve manipular para sua protecção, auto-conhecimento e auto-realização.








Palavras Hebraicas do Pentagrama Esotérico








1. Termo Hebraico: Iod-He-Vau-He




Tradução: Um dos nomes sagrados de Deus, que pode ser traduzido por Jeová.




Significado: Significa a Hoste dos Elohim que criaram o Universo por meio da Energia Criadora. É a Inteligência no Macrocosmo. Adam-Kadmon, o Adão Cósmico.





2. Termo Hebraico: Adam

Tradução: Adão




Significado: Neste caso representa o Homem Solar, a família dos Pítris, os nossos antepassados que formaram a Raça Adâmica, os Deuses encarnados na Terra, representando a Inteligência no Microcosmo.






3. Termo Hebraico: Pachad




Tradução: Sexto grau iniciático entre os místicos muçulmanos




Significado: Significa o domínio físico, emocional e mental, que sucede o sétimo e último grau, o de Súfi.




4. Termo Hebraico: Kaphir




Tradução: Um dos nomes assignados a Geburah




Significado: Marte e todos os seus atributos esotéricos tal como é tido na Cabala.


Estas quatro palavras, que também têm uma aplicação como nomes de poder, são para o Pentagrama um ponto medular na Magia Cerimonial.


Em última instância o Pentagrama Esotérico é um veículo de força Crística, representando desta forma o Verbo.



Alguns dos dados apresentados neste texto podem ser encontrados em
http://www.gnosisonline.org/

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O Pentagrama Esotérico - Parte I

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

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O Pentagrama Esotérico


- PARTE 1 -






1. Origens e Significados



Um pentagrama (do grego antigo πεντάγραμμος) é uma estrela composta por cinco rectas e cinco pontas.




O pentagrama, como figura geométrica, tem vários significados.



2. Breve Abordagem Histórica



A origem mais antiga deste símbolo data de cerca de 3000 anos a.C., em escritos encontrados na Mesopotamia.

Na Suméria os pentagramas serviam como pictogramas para a palavra “UB” que significava “canto, ângulo cavidade, buraco”. No sistema de hieróglifos/pictogramas usados na Suméria o pentagrama era usado com duas pontas para cima.

Também foi usado na Babilónia contendo uma forte simbologia mágica e tomando parte de rituais pagãos como símbolo de protecção.




- Grécia


Os seguidores das filosofias de Pitágoras chamavam o pentagrama de ύγιεια Hygieia (saúde, também associado como a deusa grega da saúde, Hygieia), e viam-no como um símbolo matematicamente perfeito.


- Pitágoras -




- Deusa Hygieia -


Os cinco vértices foram também usados pelos neo-pitagorianos para representarem os cinco elementos

ύδωρ, Hydor, ÁguaΓαια, Gaia, Terraίδέα, Idea ou ίερόν, Hieron, “a Partícula Divina”έιλή, Heile, Fogoάήρ, Aer, Ar

Os vértices eram rotulados com as letras υ-γ-ι-ει-α.



A escola de Pitágoras representava o pentagrama com duas pontas para cima representando a doutrina de Pentemychos (as cinco câmaras). Pentemychos era também o local onde o primeiro filho pré-cósmico fora encarcerado de forma a que o cosmos ordenado pudesse surgir.

- Roma



Em Roma foi originalmente símbolo da deusa romana Vénus.



O símbolo é encontrado na natureza, como a forma que o planeta Vénus faz durante a aparente retroacção de sua órbita (Vénus descreve um pentagrama quase perfeito com a sua rota pelo Zodíaco de 8 em 8 anos).



- Rota do Planeta Vénus pelas Casas do Zodíaco -




Também representava Lúcifer, que era Vénus na pele de Estrela da Manhã, aquele que trazia a luz e o conhecimento



- Cristianismo



Posteriormente os Cristãos também fizeram uso deste símbolo que para eles representava os cinco sentidos pelo que as letras S, A, L, V e S encontravam-se inscritas em cada uma das pontas, sendo visto como um símbolo da saúde.

Os Cristão medievais conectavam o pentagrama com as cinco chagas de Jesus Cristo, pelo que este símbolo era visto como um talismã que afastava as bruxas e os demónios.



Na lenda Arturiana surge no escudo de Sir. Gawain, no poema do século 14 Sir Gawain e o Cavaleiro Verde. Neste poema as cinco linhas do pentagrama surgem com diversos significados: os cinco sentidos, os cinco dedos, as cinco chagas de cristo, as cinco maravilhas de Maria mãe de Jesus (a Anunciação, o Nascimento, a Ressurreição, a Ascensão e a Assunção) e as cinco virtudes da Cavalaria que Gawain desejava obter (Nobreza generosa, Companheirismo, Pureza, Cortesia e Compaixão)



- Sir. Gawain e seu Escudo -




Provavelmente devido a interpretações erróneas das cerimónias mágicas onde era utilizado tornou-se, posteriormente, um símbolo associado ao Satanismo e, consequentemente, rejeitado pela maioria dos Cristãos.

Contudo o Pentagrama vê-se ainda figurado como fazendo parte de muitas construções Cristãs mais antigas como sejam o Templo Nauvoo de Illinois e o Templo de Salt Lake entre outros.

- Templo de Nauvoo -



- Europa



Heinrich Cornelius Agrippa e outros perpetuaram a popularidade do pentagrama como símbolo de magia, mantendo os atributos dos cinco elementos originalmente decretados por Pitágoras.




A meio do século 19 surgem novas distinções no que respeita este símbolo desenvolvidas por ocultistas no que diz respeito à orientação do pentagrama.


Assim, tendo uma ponta voltada para cima o seu significado passaria pela presença do Espírito sobre os quatro elementos das matéria e era essencialmente ‘bom’. Contudo, o inverso era considerado como um símbolo do ‘mal’.





“Um pentagrama invertido, com duas pontas projectadas para cima, é um símbolo do mal e atrai forças sinistras porque inverte a ordem certa das coisas e simboliza o triunfo da matéria sobre o espírito. É o bode da luxuria atacando o céu com os seus chifres.” Levi, Eliphas (1855). Transcendental Magic, its Doctrine and Ritual.

“Mantenhamos a figura da estrela de cinco pontas direita, com o triângulo apontando para o céu, por este é o assento da sabedoria, e se a imagem se encontrar invertida, resultarão apenas a perversão e mal.” Harmann, Franz (c. 1895). Magic, White and Black.



- Satanismo



No Satanismo o pentagrama é usado com duas pontas para cima, muitas vezes inscrito no interior de um circulo duplo, com a cabeça de uma cabra no interior da estrela invertida. Este símbolo é referido como a Sigla de Baphomet.



No Satanismo de LaVeyan o pentagrama invertido é utilizado como símbolo de revolta ou identificação religiosa, pelo que as três pontas voltadas para baixo simbolizam a rejeição pela Santíssima Trindade.



- Neo-Pagãos



Muitos Neo-Pagãos, especialmente os Wiccans, usam o pentagrama como um símbolo de fé, semelhante à cruz do Cristianismo ou à Estrela de David dos Judeus.

Para estes é um símbolo religioso que assume o significado original aceite pela escola de Pitágoras pelo que cada um dos vértices da estrela representa um elemento (Fogo, Água, Terra e Ar) mais o Espírito (vértice superior).





Como represente dos elementos o pentagrama participa das práticas Wicca em cerimónias de evocação dos espíritos elementais dos quatro quadrantes (direcções cardinais) no início de um ritual, evocação esta que estabelecerá uma barreira protectora em torno dos participantes. O circulo que muitas vezes circunscreve o pentagrama é visto como a união harmoniosa dos elementos.




No Neo-Paganismo o pentagrama é normalmente usado com um vértice a apontar para cima, principalmente devido às conotações negativas da sua forma invertida e decorrentes associações com o Satanismo. Contudo, em algumas tradições Wicca, o pentagrama com dois vértices para cima encontra-se associado com o Segundo Grau de Iniciação não tendo qualquer relação com o Satanismo.



- Samael Aun Weor



Samael Aun Weor (fundador do Instituto Gnóstico de Antropologia) utilizou o pentagrama para representar o Átman ou o Cristo Interno. Assim, quando os membros de um homem se encontram e extensão, com os pés acentes do chão, cria-se o símbolo omnipotente do pentagrama.



Segundo Samael, nesta posição, através do mantra “Klim, Krishna, Govindaya, Gopijana, Vallebayah, Swahah” o Ser Interno despertaria e viria em auxílio no Iniciado e nenhum demónio poderia resistir ao poder deste mantra, uma vez que o Logos de um indivíduo não pode ser vencido por nenhum demónio.


Em contraste com o Logos o pentagrama invertido representa o Guradião Umbral, a antítese maligna do Pai Divino, pelo que o seu significado é o mesmo que o adoptado pelos Satânicos.





- Continua....
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